podemos sempre mais

Hoje eu recebi uma notícia que não me fez nem um pouquinho bem. Pelo contrário, me deixou muito triste, porque fazia parte de uma conquista muito grande que eu quero atingir.

Nesses momentos a gente pensa que a gente tá querendo uma coisa além do que podemos oferecer, e nos desestimulamos. Isso é natural, acontece… Mas a grande motivação para mim é pensar que é um desafio que eu preciso alcançar e resolver. Só que pensar isso diante de um fracasso que depende exclusivamente de você para conseguir a vitória, limita os pensamentos bons e nos vem logo a ideia de que temos que tentar outra coisa diferente, porque já apertamos naquela tecla e já sabemos o que acontece.

É aí que entra a famosa teimosia, sabe… Eu puxei dentre muitas coisas, a teimosia da minha mãe, que nessas horas fazem toda a diferença. As pessoas com deficiência, por exemplo, se vêem frequentemente diante de um mundo que parece que não foi feito para eles, por conta da famosa falta de acessibilidade e da maior de todas as barreiras, que é a barreira atitudinal das pessoas.

A pouco tempo perdi uma colega de faculdade que participava do projeto de natação para pessoas com deficiência junto comigo. Quando fui ao velório, um aluno do projeto fez questão de ir também. Ela era uma menina linda, jovem, e enfim, uma pessoa cheia de vida, mas que decidiu por conta própria ir. O cara do projeto que foi ao velório é tetraplégico. Uma hora lá no velório ele virou para mim e disse que já tinha pensado em tanta coisa, pensando em tanta besteira por causa da condição dele, mas que nunca considerou tirar a própria vida, porque ela é tudo que ele tem, mesmo com as muitas dificuldades. Vou contar brevemente a história dele: Ele era um cara mau que tinha inimigos, e um dia um inimigo atirou nele para matá-lo e ele não morreu. Virou um cara bom. Ou seja, ele mesmo ver que Deus deu mais uma oportunidade de pensar o que ele tava fazendo com a vida que ele tinha, que se ele continuasse naquele caminho, ele teria fim mais trágico. Então o cara se aquetou e, né, com as devidas sequelas de uma bala que entra entre as suas vértebras cervicais 3 e 4. Mas ta aí, “teimando” em viver a vida que ele mesmo concebeu a ele, porque certamente as possibilidade diminuiriam bastante se ele não tivesse sido um marginal com inimigos. Má sorte existe e todos nos estamos sujeitos a ela, mas você procurando as suas chances mudam drasticamente.

Então é isso, meus companheiros, por mais difícil que seja o desafio a ser resolvido, quem define as reais dificuldades somos nós. Desafie-se e se surpreenda, sem desistir, porque desistir não leva longe, como as superações. VIVA!


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