Eliminando diferenças

Foto com a capa do caderno extra do diário do nordeste, onde aparece uma mulher sentada numa cadeira de rodas, esta mexendo em um computador.

Eu ainda não tinha visto esse caderninho extra do diário do nordeste, mas olhando aqui para ele eu vejo que ele é o terceiro (nº3) deles. Vou explicar, muita calma! Hoje pela manhã fui olhar o jornal impresso e tinha uma surpresa dentre as notícias que a gente já tá cansado de ver, um caderno extra com o título “ELIMINANDO DIFERENÇAS”. Esse caderno trata do mercado de trabalho para pessoas com deficiência. Mas eu já fiz um post com esse tema, lembram?

Pois bem, ele conta vários casos de pessoas que têm alguma deficiencia e hoje tem um trabalho com renda fixa, tipo… incrível! achei ótimo eles publicarem isso porque divulga a possibilidade REAL de pessoas com deficiência terem seus empregos e sua renda, sem precisar serem chamados de coitados. Mas um detalhe que ele deixa MUITO claro  é que TODOS eles só conseguiram o emprego porque investiram na qualificação profissional, portanto ganham o mérito da vaga, não somente por conta de lei de cotas, mas também por demonstrarem que são CAPACITADOS para preencher a vaga.

“NÃO IMPORTA QUAL SEJA A DEFICIÊNCIA. SE O PROFISSIONAL FOR REALMENTE QUALIFICADO, ELE SERÁ ABSORVIDO PELO MERCADO DE TRABALHO” (Márcio Vaz Fernandes)

Segundo o texto diz, dados do IBGE apresentam que a cada 100 brasileiros, 14 apresentam algum tipo de deficiência. Isso é muita gente, considerando que temos 200 milhões de brasileiros ou um número próximo a isso? O que fizeram para tentar tapar o buraco desse fenômeno no mercado de trabalho foi a lei 8.213, lei de contratação de deficiêntes nas empresas, a lei de cotas. Dispõe de várias coisas, dentre elas uma porcentagem de funcionários em empresas que seja destinada às pessoas com deficiência. Até 200 funcionários, 2%; de 201 à 500, 3%; de 501 à 1000 funcionários, 4%; e de 1001 em diante, 5%.

Muito bem, vaga garantida para muitas pessoas, mas agora a gente começa a pensar nos muitos locais que a gente visita e aí de responde quantos deles tem acessibilidade? hm….. poucos não? e agora, quem é o deficiente? é a pessoa ou o estado, país, cidade? Eu deixo para cada um responder para si.

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Fazendo diferente do resto do sistema, existe um laboratório (Laboratório de Inclusão da Secretaria de Trabalho e Desenvolvimento Social do Estado) em que há pessoas trabalhando em prol da acessibilidade de pessoas com deficiência (ou pessoa com acessibilidade dificultada) no mercado de trabalho. Esse laboratório acompanha em torno de 50 pessoas  e têm o objetivo de colocar o profissional no mercado de trabalho, porém em cargos que sejam compatíveis com a formação da pessoa. Esta é uma grande dificuldade, pois muitas vezes os empregos que estão disponíveis são apenas serviços onde não são exigidos uma graduação, por exemplo, mas são as disponíveis para serem ocupadas pelas cotas.

O laboratório visa exatamente o contrário, a qualidade de vida da pessoa e não números e ele consegue ter exemplo para mostrar como o trabalho contínuo e prolongado consegue resultados incríveis, e demonstra isso apresentando um de seus “alunos”, que tem deficiência intelectual, e conseguiu um emprego de auxiliar administrativo. O próprio “aluno” diz que não conseguia nem mesmo andar em Fortaleza sozinho de ônibus, e hoje se sente capaz, forte e autônomo. Fico muito feliz quando fico sabendo de uma história dessas, sério. Eu que estou recém formada, sei da dificuldade que está o mercado de trabalho, e também compreendo que a qualificação é a solução, mas quando vejo uma história dessas, eu me sinto feliz em saber que há pessoas que se preocupam em fazer a vida do outro uma vida melhor.

“AQUI EU APRENDI A DAR VALOR A MIM, ME ACHAVA INCAPAZ, E COM AS OFICINAS EU FUI ME ACHANDO MAIS FORTE E MAIS FORTE” (André Luiz Viana Aguiar, Auxiliar Administrativo)

“EU SEI QUE ESTOU CUMPRINDO COTA, MAS TENHO A MINHA COMPETÊNCIA TAMBÉM, SENÃO NÃO TERIA TANTO TRABALHO TODOS OS DIAS. EU TENHO QUE SER BOM, SENÃO PERCO A MINHA VAGA. E TEM MAIS, NÃO PARO DE ESTUDAR. EU ACHO QUE, SE UMA PESSOA DITA “NORMAL” ESTUDA 2 VEZES PARA CONSEGUIR SEU LUGAR, EU, QUE SOU DEFICIENTE, VOU TER QUE ESTUDAR QUATRO VEZES E MEIA PARA SER CONSIDERADO DO MESMO NÍVEL DE COMPETITIVIDADE PARA DISPUTAR UMA VAGA” (Célso Nóbrega, publicitário)

Tão vendo que consciência mais maravilhosa? Dentre esses exemplos que eu citei, ainda têm mais alguns casos de pessoas que tem alguma deficiência e conseguiram conquistar seu lugar ao sol, ou certamente estão em busca dele e não esperando ele aparecer. Traga das dificuldades uma lição e dessa lição aprenda a superação, porque todos nós temos problemas e sabemos como resolvê-los, só falta a atitude. O mercado sempre está aberto para quem está preparado.

Não deixe de garantir a sua vaga: prepare-se!

http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=1050619

Camila


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