Importância do Brincar!

Eu ainda não tratei desse assunto aqui no blog, apesar de tê-lo como extremamente importante de pontuar: a importância do brincar.

Eu já disse e repetirei, eu não sou nenhuma expert no assunto, não sou PhD, não estudo profundamente sobre tudo que eu falo no blog. Apenas abordo assuntos que eu acho interessantes e a falo um pouco da importância deles. A brincadeira é uma parte que eu acho – e que é – fundamental no desenvolvimento de qualquer pessoa, seja pela característica de integração social que ela proporciona (de acordo com a brincadeira), seja pela importância para o desenvolvimento motor, seja pelo prazer de brincar; é importante, ponto.

MEUR e STAES fala no capítulo 3 do seu livro Psicomotricidade Educação e Reeducação: “A expressão corrente ‘Esta criança parece estar bem à vontade’ significa que essa criança dá a impressão de dominar seu corpo, de utilizá-lo com desenvoltura e eficácia, o que lhe proporciona bem-estar, tornando fáceis e equilibrados seus contatos com os outros. Uma criança cujo desenvolvimento psicomotor ocorre harmoniosamente estará equiparada para uma vida social próspera” e completa “Uma estreita ligação une as aquisições psicomotoras e as reações afetivas da criança”

Não sei se alguém já reparou nisso, mas crianças que foram criadas em interiores ou em periferias (não tomemos isso como regra) normalmente possuem uma desenvoltura maior do que as crianças da classe média de hojeem dia. Issopode ser explicado com o desenvolvimento da criança repleto de atividades motoras que eram exigidas as brincadeiras ou situação social. As crianças que se criam no interior têm maiores chances de andar a cavalo, de fazer um estilingue para mirar em passarinhos, correr na mata, nadar no rio, correr num espaço grande, jogar futebol e campos improvisados etc. Em contraste a isso, temos as crianças de classe média de cidades grandes, onde os apartamentos estão cada vez menores, o contato com outras crianças não é tão fácil por uma série de limitações físicas, diferente de uma casa ao lado da outra, com uma rua cheia de movimento. São elevadores que não cabem muita gente, espaços pequenos para a área de lazer, entre uma série de outros fatores que podem parecer pouca coisa, mas que somadas ano a ano, mês a mês, dia a dia, somam (ou subtraem) experiências de uma vida que poderia ter sido diferente.

Fortaleza, por exemplo, não é uma cidade em que há muitos espaços de lazer para crianças. As praças não são bem cuidadas, poucas são limpas e algumas delas são “dominadas” por outro grupo de pessoas que não são tão interessantes.

Muitas vezes a oportunidade que essas crianças encontram para “se mexer” é a aula de educação física na escolar, que acontece umas 2 vezes na semana e que qualquer atestado médico pode afastar essa oportunidade e consequentemente limitar o desenvolvimento de um ser.

Quando uma criança não consegue cumprir algumas tarefas motoras simples, como dar saltinhos dentro dos arcos distribuídos no chão ou correr de um ponto a outro com velocidade ou qualquer outro exercício que venha a ser proposto, e diz “ah, tia, eu não tenho jeito para isso… não consigo”, é exatamente aí que ele deve ser encorajado a fazê-lo. Acho que hoje as aulas de educação física ainda exploram pouco do que pode ser abordado. E isso não é uma crítica, é apenas uma opinião. Quando somos encorajados a fazer um determinado desafio, e conseguimos cumpri-lo, nos sentimos mais fortes e confiantes, temos vontade de tentar algo mais complicado!

Agora se transferirmos essa situação para uma criança com deficiência, podemos ver que isso acontece com muito mais freqüência e mais “peso”, porque normalmente essas crianças são as que não freqüentam espaços que poderiam proporcionar o desenvolvimento das capacidades físicas que existem nela. Elas não são encorajadas a participar de algo que seja desafiador, porque tem – quase – sempre uma pessoa para fazer por ela, porque acha que ela é tão coitadinha… Não! Se existe a possibilidade de brincar de pega-pega, que brinque! Imagine o desenvolvimento de uma criança que usa cadeira de rodas, brincando com crianças sem deficiência e brincando de pega-pega! Ela consegue praticar a velocidade, a potencia, a agilidade, força, tudo isso além de estar crescendo integrada a outras pessoas, sejam elas iguais, diferentes, mais velhas, mais novas, que seja…! É bem mais interessante nesse caso, tanto para as crianças com deficiência quanto para a com deficiência trabalharem juntas, porque desde pequenos ambos saberão que existem diferentes pessoas, possibilidades diferentes e assim, com essa atitude tão pequenina, é possível mudar uma visão que muita gente tem a respeito da diferença entre pessoas, trabalhar o respeito, a ética, regras… não só do jogo, mas da vida!

A vida não é fácil, no jogo a gente perde e ganha, a gente é bom em um, mas em outro a gente não é, são situações assim que preparam um indivíduo para a vida e seus acontecimentos e sentimentos que sentiremos e sentimos no decorrer da vida. Ou seja, uma criança que brinca, consegue lidar, aprender com as situações que a vida impõe melhor do que crianças que não brincam.

 

Vamo brincar!


Uma resposta para “Importância do Brincar!

  • sarah

    Adorei o post amiga, eu sempre achei muito importante as crianças saírem dessa gaiola que são os apartamentos de hoje em dia, os pais são os que mais estimulam as crianças a fiicarem em casa.. jogar futebol, mesmo que sozinho ja estimula qualquer que seja a habilidade motora da criança! quantas vezes eu jogava volei na parede, sozinha? em compensação, minha irma, nao sabe nem o que é um saque, ou qualquer coisa do tipo, nao sabe andar de bicicleta e tem mo dificuldade em correr, ou praticar qualquer esporte..enfim, adorei mesmo ess post, muito interessante todos os pais estimularem seus filhos a brincar!

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