I FADA UFC

Olá!

Logo do FADA

Eu não comentei por aqui que haveria o FADA, que é o Festival de Atividades Desportivas Adaptadas da UFC. Esse festival foi idealizado pela turma da disciplina de Esportes Paraolímpicos, ministrado pela Professora Adriana.

Eramos dez alunos e juntando as idéias da cabeça de cada um, pensamos em fazer esse festival, para os alunos do IEFES (Instituto de Educação Física e Esportes da UFC) vivenciarem esportes simulando deficiências. Foi assim, atletismo, natação, volei sentado, goalball, basquete e uma atividade de vida diária. Essas atividades foram divididas em 3 dias.

Os participantes montavam uma equipe de seis pessoas, 3 homens e 3 mulheres, podendo contar com mais um integrante, sendo que este deveria ter alguma deficiência. Ao todo participaram 6 equipes que cumpriram com essas provas. Nenhuma incluiu  participação da pessoa com deficiência, até porque as equipes tiveram pouco tempo para poderem se organizar.

No atletismo fizemos a simulação da deficiência visual na prova de revezamento 4×100. Quatro participantes de cada equipe simulou a deficiência visual e os dois que sobraram fizeram o papel de guia, correndo 200m cada guia. Dividimos em 2 chaves para não ficar muito lotada a pista. Damos a largada e marcamos os primeiros, segundos e terceiros lugares das duas chaves.

Na natação, fizemos revezamento também, mas dessa vez simulamos mais de uma deficiência. Utilizando uma camiseta, elásticos e venda, podemos simular amputação de apenas um braço (participante 1), amputação de uma perna (participante 2), amputação de braço e perna ou hemiplegia (participando 3) e deficiência visual (participante 4). Os outros 2 integrantes que compunham a equipe, serviriam de assistentes para sinalização de chegada do participante que simularia a deficiência visual, fechando a função dos 6 componentes de cada equipe.

O volei sentado, eu devo admitir que foi além das minhas expectativas. Eu já tinha conhecido o volei sentado antes da disciplina, mas só nela que eu pude ver o quanto ela é fácil de se conduzir e montar uma equipe. Os materiais necessários são mínimos e a diversão é garantidíssima. Foi uma disputa acirrada! As equipes corresponderam muito às atividades que nós propomos, o que foi uma surpresa até mesmo para eles, porque não imaginávam que se divertiriam tanto quanto eles conseguiram com tarefas que limitavam possibilidades que eles tinham naturalmente.

Um esporte idealizado para pessoas com deficiência, como é o goalball, é muito mais desafiador do que todos os outros. A memória motora ajuda na prática dos outros esportes, mesmo que tenha de adaptar. É um jogo que exige silêncio, que não tem comandos para além das informações para situar-se no jogo, quem tem uma bola diferente de todas que já conhecíamos, fora o fato de estar com os olhos completamente vendados. A gente arriscou ao colocar ele como atividade do I FADA, porque nem a bola de goalball tínhamos. Por sorte a professora tinha um congresso em SP numa data próxima do FADA e deu tempo de ela comprar e ir buscar. Foi um sucesso.. as equipes jogaram, se machucaram com a bola, já que ela é muito pesada, criaram estratégias próprias para a defesa e ataque. Muito bom. Para ilustrarmos como acontecia um jogo de goalball, porque poucos conheciam, fizemos uma amostra de um vídeo de um jogo de goalball. Cada equipe teve que apurar muitos seus sentidos para ganhar cada uma dessas provas.

A atividade de vida diária, eu diria que ela foi a melhor. Poderia ter sido realmente mais interessante se todos da equipe tivessem tido essa experiência. A tarefa era ir almoçar no Restaurante Universitário (RU) do Campus do Pici da UFC de olhos vendados. Mas os olhos eram vendados a partir da saída do bloco do IEFES até o RU. Quem não conhece, eu posso ilustrar mais ou menos como é o trajeto.

Mapa que mostra o percurso do Instituto de Educação Física e Esportes até o Restaurante Universitário da Universidade Federal do Ceará

Então é isso, como pode ver na imagem, é 1,3km de distância. Eles tinham duas opções de transporte, a pé ou com o ônibus que roda o campus. O ônibus foi a opção que a grande maioria escolheu. Quem escolheu ir a pé, desistiu no caminho e embarcou com a gente. Foi tudo registrado pela professora Adriana com sua super câmera de ótima resolução. Temos alguns depoimentos que eu terei que editar os vídeos para mostrar a vocês. Imperdível.

Para finalizar, um grupo de dança, chamado Fortango, foi convidado para uma apresentação de dança de salão para pessoas com e sem deficiência. Isso quer dizer exatamente o que está pensando, pessoa com deficiência dança com pessoa sem deficiência e vice-versa. Foi lindo. Eles dançaram tango e depois convidaram para dançarem e experimentarem a dança adaptada. O que é legal, é que a proposta deles, não é a dança somente para usuários de cadeira de roda, e sim a dança para qualquer um, para quando um cadeirante estiver em uma festa, tenha a possibilidade de dançar com qualquer pessoa. Aqui abaixo, eu colocarei umas fotos do Festival e assim que eu editar, prometo colocar.Luiza no ônibus indo para o restaurante universitário simulando deficiência visualRaíssa simulando deficiência visual, aguardando o ônibus para ir almoçar no Restaurante universitárioLuiza simulando deficiência visual indo ao Restaurante universitárioRaíssa no ônibus para o Restaurante universitário conversando com outra passageiraAluno simulando deficiência visual descendo do ônibusvendando os olhos  Assim que eu editar o vídeo eu coloco aqui! Por hora só!

Camila.


3 respostas para “I FADA UFC

  • Lorena Queiroz

    Esse festival foi MARAVILHOSO, me diverti demaaaaais. Parabéns, mil vezes, de todo coração a toda a equipe do FADA. Iniciativa nobre, linda,feliz. Vocês foram sensacionais!

  • maquiagembr

    Mila, que ideia GENIAL! Achei incrível esse festival, cara, muito interessante! Tô impressionada mesmo! Além de ser divertido, é desafiante e muito conscientizador (a palavra tá certa..? hehe). Parabéns!😀

  • Julio Cesar Barbosa

    Fiquei honrado de participar do I FADA do IEFES e só tenho que dizer muito obrigado pela oportunidade. De fato foi uma experiência sensacional que deixou um toque para quem não entende( o que não é muito simples) a vida das pessoas que são portadoras de alguma deficiência. Parabenizo os organizadores e que idéias super interessantes como essa venham surgir futuramente no IEFES. Abraço

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