Equoterapia

Devo me desculpar pela ausência nessa semana aqui no blog, mas quando se aproxima do final do semestre, as coisas ficam apertadas por eu deixar acumularem e acabo tendo de resolver em ultima hora.

O que trago hoje é uma prática que, pelo menos aqui na nossa cidade de Fortaleza, não é muito conhecido, que é a Equoterapia. Sabe aquela terapia que as crianças montam nos cavalinhos e ficam rodando e rodando na cerca com as crianças montando? Então, essa atividade tão simples é responsável por ganho de controle de tronco, tônus muscular, auto confiança em pessoas com deficiência. Parece uma tarefa de simples execução, mas temos que pensar no corpo sem uma série de resistências musculares que nós oferecemos para nos manter eretos e firmes.

É só imaginar um um bebê beeem novinho sentado. Ele vai ter que se esforçar muito para conseguir se equilibrar, coisa que ele só consegue com alguns meses de vida. É mais ou menos essa a sensação de uma pessoa que não tem controle de tronco e tenta se sentar.

Existe uma série de achismos a respeito desse prática e alguns pontos que devem ser considerados quando pensamos nessa prática, por exemplo, no nosso país não há a cultura da equitação, até porque é caro, a manutenção, o próprio cavalo, precisa de um espaço grande etc. Outro ponto é a segurança, pois o cavalo é um animal enorme, forte e perigoso, certo? Errado. Além disso a própria falta de cavaleiros formados e capacitados para ensinar a montar. Não vou nem entrar no mérito de ensinar pessoas que deficiência que já fica mais complicado ainda.

Desconsiderando essas observações com um breve conhecimento do assunto, provavelmente concluiremos que é uma terapia que é reconhecida como reabilitação de pessoas com deficiência pelo Conselho Federal de Medicina, direcionando a prática para pessoas que tenha doenças genéticas, neurológicas, ortopédicas, musculares, sequelas de traumas, doenças mentais, distúrbios psicológicos e comportamentais, e tudo isso é baseado em conhecimento científico que comprovam a  efetividade da melhora de sinais de doença/sequela/dificiência com a prática de Equoterapia.

O ideal são profissionais da área de saúde, educação e equitação atuarem juntos no processo de reabilitação. Deve haver também nesse trabalho um cunho filantrópico, para não direcionar as atividades da Equoterapia como uma atividade elitista, disponibilizando esse serviço também a classes menos favorecidas.

A ANDE-Brasil, que é Associação Nacional de Equoterapia justifica a prática por causa: do prazer pelo esporte enquanto estimulador de efeitos terapêuticos; melhoria da auto-estima, autoconfiança e da qualidade de vida; inserção social; preparar atletas de alta performance. Ele preenche todas as lacunas, dependendo das necessidades ou adaptações à mobilidade e controle de cada pessoa e do seu objetivo com aquela prática.

Eu mesma nunca andei de cavalo, mas sempre que vejo aquelas cenas de filme com pessoas montando e correndo pelos campos, imagino o quando deve ser prazeroso sentir aquela sensação de controle do animal e ao mesmo tempo de si mesmo e harmonicamente estarem alí juntos se conduzindo.  Bom, agora imaginem tendo deficiêcia e sentindo essa mesma sensação. Bom, né?


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