podemos sempre mais

Hoje eu recebi uma notícia que não me fez nem um pouquinho bem. Pelo contrário, me deixou muito triste, porque fazia parte de uma conquista muito grande que eu quero atingir.

Nesses momentos a gente pensa que a gente tá querendo uma coisa além do que podemos oferecer, e nos desestimulamos. Isso é natural, acontece… Mas a grande motivação para mim é pensar que é um desafio que eu preciso alcançar e resolver. Só que pensar isso diante de um fracasso que depende exclusivamente de você para conseguir a vitória, limita os pensamentos bons e nos vem logo a ideia de que temos que tentar outra coisa diferente, porque já apertamos naquela tecla e já sabemos o que acontece.

É aí que entra a famosa teimosia, sabe… Eu puxei dentre muitas coisas, a teimosia da minha mãe, que nessas horas fazem toda a diferença. As pessoas com deficiência, por exemplo, se vêem frequentemente diante de um mundo que parece que não foi feito para eles, por conta da famosa falta de acessibilidade e da maior de todas as barreiras, que é a barreira atitudinal das pessoas.

A pouco tempo perdi uma colega de faculdade que participava do projeto de natação para pessoas com deficiência junto comigo. Quando fui ao velório, um aluno do projeto fez questão de ir também. Ela era uma menina linda, jovem, e enfim, uma pessoa cheia de vida, mas que decidiu por conta própria ir. O cara do projeto que foi ao velório é tetraplégico. Uma hora lá no velório ele virou para mim e disse que já tinha pensado em tanta coisa, pensando em tanta besteira por causa da condição dele, mas que nunca considerou tirar a própria vida, porque ela é tudo que ele tem, mesmo com as muitas dificuldades. Vou contar brevemente a história dele: Ele era um cara mau que tinha inimigos, e um dia um inimigo atirou nele para matá-lo e ele não morreu. Virou um cara bom. Ou seja, ele mesmo ver que Deus deu mais uma oportunidade de pensar o que ele tava fazendo com a vida que ele tinha, que se ele continuasse naquele caminho, ele teria fim mais trágico. Então o cara se aquetou e, né, com as devidas sequelas de uma bala que entra entre as suas vértebras cervicais 3 e 4. Mas ta aí, “teimando” em viver a vida que ele mesmo concebeu a ele, porque certamente as possibilidade diminuiriam bastante se ele não tivesse sido um marginal com inimigos. Má sorte existe e todos nos estamos sujeitos a ela, mas você procurando as suas chances mudam drasticamente.

Então é isso, meus companheiros, por mais difícil que seja o desafio a ser resolvido, quem define as reais dificuldades somos nós. Desafie-se e se surpreenda, sem desistir, porque desistir não leva longe, como as superações. VIVA!


Jogos Paraolímpicos Ceará 2011

Nessa semana que passou aconteceram os Jogos Paraolímpicos do Ceará. Nós do PINA participamos da modalidade natação, com as nossas atletas mais lindas do Ceará, Selene, Ana Raquel e Amanda, nossa mais nova integrante do grupo. Ela é uma pequena notável de 1,08m de altura que chegou lá com o intuito de ajudarmos na reabilitação de uma cirurgia que ela fez na perna direita dela. Aproveitamos o gancho e levamos ela para a competição para ela mostrar do que ela é capaz! E fez bonito, nadando 25m em estilo livre.

As outras duas, foram premiadas com medalhas de ouro, a Selene saiu com 2 medalhas e a Ana Raquel com 3. Eu mesma não participei dos outros dias de evento, então farei uma prévia do dia que eu participei. Foi um dia legal, muita gente participou, começou no horário estipulado, às 13h com o aquecimento dos atletas e término às 13:30h. Eu achei que durou pouco tempo, mas tudo bem! Quando a gente se refere a Jogos Paraolímpicos do CEARÁ, isso significa que as equipes vêm de todo o Estado para competir e tal, isso indica que a organização tinha que dar um suporte mais cuidadoso às equipes que vieram de fora da capital, até para estimular a participação nesses eventos, a integração dessa gente no esporte, enfim, essas ações que a gente sabe que são hospitaleiras e que deixam o gostinho de querer voltar mais vezes.

Eu fui para lá preparada, levei 3 bananas, um potinho com granola, além de uma maçã e um pacote de biscoito. Dividi esse lanchinho com a minha equipe, porém houve resistência de aceitarem a oferta, porque estavam com medo de ficar com sede, e se ficassem com sede, não tinha ÁGUA para beber. Olha minha gente, eu sei que natação é um esporte que parece que não cansa, porque estamos dentro da água e tal, mas fala sério, numa competição estadual não ter água disponível para atletas? Tudo bem, poderiam usar a desculpa que tinha bebedouros, mas sério, eles eram longes. Bom, isso foi o que mais me incomodou, porque uma competição ter uma duração de 5 horas, e muitas vezes as provas demoram para acontecer, caso você esteja inscrito em mais de uma; era para ter um ponto de apoio com água, ou no mínimo alguma lanchonete, um carro com lanches à venda, qualquer coisa. Um dia a gente talvez consiga fazer acontecer com mais seriedade, organização e planejamento. Somos fetinho.

Ficamos em segundo lugar na Classificação geral, o que foi muito bom! O nosso próximo encontro agora é no Meeting, que acontecerá no próximo dia 11!

Parabéns meninas, pelo resultado do JPC!

Camila


De volta depois da hibernação

Oi, gente, muito bem! Depois de um bom tempo sem postar no blog, estou aqui novamente para dar notícias.

Eu não tenho nem como descrever o congresso. Ele foi incrível! Foi muito bem organizado e trouxe pessoas muito boas para ministrar os minicursos e dar as palestras. Eu fiz o minicurso de goalball e devo dizer que foi sensacional! Eu mesmo já conhecia o esporte, por conta da disciplina e do Festival de Atividades Desportivas que a gente da disciplina de esportes paraolímpicos fez lá na UFC. A resposta dos participantes que tiveram contato com esse esporte foi muito boa, porque é realmente desafiador jogar um esporte completamente desconhecido por nós (por ser um esporte específico para pessoas com deficiência visual) além do desafio maior que é os olhos estarem vendados.

O Marcio Pereira Morato é o técnico da seleção brasileira de goalball e foi ele quem deu o minicurso. Para quem não conhece o esporte eu vou dar uma breve explicação sobre ele:

Ele é um esporte que foi criado em 1946 para ser jogado por pessoas cegas, com o objetivo que ajudar na reabilitação de veteranos de guerra que tinham ficado cegos depois da segunda guerra mundial.  Hanz Lorenzen, austríaco e Sepp Reindle, alemão são os criadores deste esporte e a Federação Internacional de Desportos para cegos é a entidade que responde por ele. A configuração do jogo é a seguinte: são três jogadores de cada lado da quadra, esta que tem a mesma área de uma quadra de vôlei. Ao fundo de cada lado da quadra tem uma enorme trave que ocupa todo a largura da quadra assim: ilustração que mostra a quadra de goalball

O objetivo do jogo é fazer gol na equipe adversária, utilizando a bola, que assim como o esporte, é uma bola especialmente para jogar esse jogo, que é bem dura, pesada e tem guizos para servir de referencia para os jogadores, obviamente.

A quadra é toda dividida em zonas que são sinalizadas por um barbante e fita para ficar alto-relevo e assim os jogadores poderem ter noção de posicionamento dentro de quadra. Existem várias referências na zona de defesa, que é a zona mais próxima na quadra, onde os jogadores defendem a bola lançada pelo time adversário. Essas sinalizações ajudam absurdamente em estratégias de defesa e até para a própria segurança, já que pode acontecer de eles se chocarem.

Logo depois da zona da defesa, tem a zona de ataque, que é a zona em que o jogador pode atacar e a zona em que a bola tem que ter o primeiro contato com o chão quando arremessada, caso isso não aconteça, é considerado penalidade. E a outra zona é a neutra, que não tem nenhuma função específica, mas ela serve de demarcação limite para a área das equipes, não sendo permitido que por exemplo, se a bola bater no jogador e escapar, o jogador/equipe só podem ir buscar até a sua zona neutra, não podendo passar para a zona neutra da outra equipe. Detalhe, para fazer o arremesso ou lançamento, o jogador deve estar na zona de ataque, então ele deve voltar e arremessar de lá. Outro detalhe, depois que a bola toca na defesa (depois de um lançamento da equipe adversária) os jogadores só têm 10 segundos para arremessar.

Bom, se eu for começar a falar todos os ‘pode’ e ‘não pode’ vai parecer que é um jogo que não flui e que é chato, mas eu fico arrepiada com as jogadas que eu vejo, com as estratégias, com o posicionamento, força enfim, os jogadores de alto nível hoje tão muito incríveis. Eu deixo para vocês conferirem um vídeo de um jogo. Eis:

Dá para perceber a velocidade da bola? Pois é, soma a velocidade mais o peso dela, dá uma resultante que dói quando pega, e que quando é defendida, é muita força que os jogadores utilizam para barrar. Todos os comandos do jogo são ditos em inglês, pois assim como o cartão no futebol serve para facilitar e universalizar a comunicação no jogo, o inglês tem essa mesma função. Durante o jogo, deve ser feito silêncio pela plateia, mas isso não impede de que jogadas sejam comemoradas e vibradas, como a gente pode conferir no vídeo.

É um jogo bem rigoroso, mas para uma pessoa que é cega adquirir as habilidades que ele exige, faz com que qualquer um se sinta preparado para “jogar” as situações que a vida impõe.

É bom estar de volta!!

Camila


II Congresso Paraolímpico Brasileiro

Congresso paraolímpico brasileiro

Boa tarde!
Hoje a noite estarei embarcando para Uberlândia em Minas, para o II Congresso Paraolímpico Brasileiro e I Congresso Paradesportivo Internacional. Na verdade, eu e a Helô estaremos lá representando o povo cearense, com apresentação de trabalho e novidades desse mundo.

Nossos companheiros Angela e Jonathan estarão segurando a barra lá na academia com os nossos alunos. Espero que dê tudo certo, amigos!

Eu tenho sido cobrada pelas mães corujas das nossas crianças lá do projeto fotos com as nossas pérolas preciosas. Eu mesma não tinha colocado aqui ainda justamente por que elas poderiam achar ruim a exposição, mas já que elas estão querendo.. o que eu posso fazer?? Então aqui vão algumas fotos um pouco aleatórias das pessoas que participam do projeto!

Foto que mostra muitas pessoas que participam do projeto. Não todas!Ana Raquel e Jonathan


workshop

Eis uma parte da nossa turma. Alunas lindas!

Há duas semanas exatamente aconteceu aqui em Fortaleza o II Seminário Municipal de Paradesporto. Dentre algumas palestras e mini-cursos que tiveram disponíbilizados, houve um em especial, que a equipe do PINA participou como protagonistas!

Eu mesma estava super nervosa, com muita expectativa de como seria recebido o workshop que demos no sábado passado a respeito da iniciação à natação adaptada para crianças com deficiência física e motora, mas no final deu tudo certo. Participaram umas 15 pessoas do workshop além da equipe, que somos eu, Heloísa, Angela e Jonathan; nele abordamos sobre a metodologia que utilizamos no PINA além de alguns tópicos que a gente achou interessante comentar. Tópicos que são básicos, mas quase nunca alguém nos mostra o caminho mais fácil, e acabamos aprendendo na marra, quando na verdade com alguns detalhes bem simples podemos fazer um trabalho bem mais sensato e planejado.

Então pegando o gancho desses detalhes, tentarei enxugar as informações que demos no workshop por aqui, até para vocês entenderem melhor como acontece o projeto.

Quem participa do projeto, são crianças até 12 anos que tenham alguma deficiência física ou motora. São deficiências físicas ou motoras, a paralisia cerebral, lesão medular, artrogripose, acondroplasia, amputação, desmielia, distrofia muscular, mielomienigoceles, poliomielite, entre muitas outras. Pronto, tem deficiência e tá dentro da idade, legal, é elegível. Depois disso é bom dar uma passadinha lá na academia que acontece o projeto para ser feita uma avaliação e um prontuário ou ficha de anamnese para que possamos conhecer melhor a criança.

Se a criança for muito pequena e não souber responder as perguntas todas, como quais os medicamentos que toma – se for o caso, lógico -, se já fez alguma cirugia etc, é interessante que tenha um acompanhante que o conheça, de preferencia um familiar até para termos uma outra visão da deficiência além da própria pessoa. A gente não adota uma postura distante, na verdade a gente vai conversando, perguntando e enquanto isso, fazemos nossas anotações. Essa anotações são MUITO importantes por vários motivos:

o primeiro deles é que ele servirá para você debater e estudar caso a caso que tenha com os seus colegas de trabalho; segundo, porque ele ajudará você a fazer uma avaliação periódica e revisar como está a evolução da criança, motoramente, socialmente, psicologicamente falando; além disso vai conseguir organizar muito melhor e caso esqueça alguma informação que queria saber, está lá arquivado para não ter que perguntar várias vezes a mesma coisa..

Nós do projeto temos muitas perguntas que fazemos, pois quanto mais perguntas, mais respostas ou então mais questões a serem resolvidas. A gente não tem a pretensão de mudar o comportamento e o ser de todos que chegam por lá, mas fazemos o possível para conscientizar -principalmente as mães- que tudo é uma questão de adaptação.

O conhecimento da deficiência que você está recebendo já lhe permite um leque de possibilidades de trabalho ou ao menos você saberá o que terá que ser avaliado dentro da piscina. Não tem como eu pegar uma pessoa uma lesão incompleta da medula e não estimular o corpo todo para saber se ele ainda tem algum movimento residual. Eu preciso saber EXATAMENTE o que ele tem. Se isso for dificil de saber por um motivo de limitação educacional de quem está transmitindo a informação, é necessária a apresentação de um diagnóstico médico ou nada feito.

O projeto ainda é um feto, e está em desenvolvimento, mas eu espero que futuramente possamos ter um trabalho multidisciplinar com fisioterapeuta, nutricionista, pedagogo, médico e psicólogo. Esse intercambio de informações poderia facilitar muito a evolução de um tratamento para reabilitação. Mas isso são apenas planos para o futuro. Voltando para a realidade… A avaliação na piscina.

A avaliação na piscina varia de acordo com a deficiência que a criança apresenta. Nesta semana, chegou para nós uma moça de 19 anos que tem acondroplasia, vulgarmente chamada de anã/o. Ela fez uma cirurgia à 3 meses no quadril e no joelho e está morrendo de medo de fazer algum movimento com medo de tirar tudo do lugar. Nesse caso temos que ir com calma. O indicativo que temos é a dor. Doeu, não faz o movimento, até porque o pós operatório se estende por um período de 6 meses à 2 anos para ficar 100%!

E por fim, eu não preciso nem dizer que você deve conhecer como o seu corpo reage dentro da água em resposta aos exercícios propostos, assim como para você ensinar musculação, você deve saber como são os exercícios e as sensações de cada um deles antes de prescrever. Conhecimento das propriedades físicas da água é imprescindível. Atentando aos detalhes, fazemos um trabalho diferente e com maiores chances de dar certo.

Por fim, sejamos humildes. Se não sabemos, devemos ir atrás de ajuda ou comprometemos a qualidade do nosso trabalho ou pior, a saúde do nosso aluno. Não vamos nunca saber de tudo e não saber não é feio. Errar uma vez é humano, duas vezes é burrice, então não sejamos bobos de cometer erros que podem ser evitados! O projeto está aberto para receber crianças com deficiência que tenha interesse de praticar natação. Caso conheçam alguém, comentem e deixem o contato que o endereço da academia será disponibilizado por e-mail. Ah, importante: não paga nada para participar! De graça!

No proximo post coloco fotos das nossas meninas em ação durante o jogos aquáticos do ceará que aconteceu semana passada.

Camila


Eliminando diferenças

Foto com a capa do caderno extra do diário do nordeste, onde aparece uma mulher sentada numa cadeira de rodas, esta mexendo em um computador.

Eu ainda não tinha visto esse caderninho extra do diário do nordeste, mas olhando aqui para ele eu vejo que ele é o terceiro (nº3) deles. Vou explicar, muita calma! Hoje pela manhã fui olhar o jornal impresso e tinha uma surpresa dentre as notícias que a gente já tá cansado de ver, um caderno extra com o título “ELIMINANDO DIFERENÇAS”. Esse caderno trata do mercado de trabalho para pessoas com deficiência. Mas eu já fiz um post com esse tema, lembram?

Pois bem, ele conta vários casos de pessoas que têm alguma deficiencia e hoje tem um trabalho com renda fixa, tipo… incrível! achei ótimo eles publicarem isso porque divulga a possibilidade REAL de pessoas com deficiência terem seus empregos e sua renda, sem precisar serem chamados de coitados. Mas um detalhe que ele deixa MUITO claro  é que TODOS eles só conseguiram o emprego porque investiram na qualificação profissional, portanto ganham o mérito da vaga, não somente por conta de lei de cotas, mas também por demonstrarem que são CAPACITADOS para preencher a vaga.

“NÃO IMPORTA QUAL SEJA A DEFICIÊNCIA. SE O PROFISSIONAL FOR REALMENTE QUALIFICADO, ELE SERÁ ABSORVIDO PELO MERCADO DE TRABALHO” (Márcio Vaz Fernandes)

Segundo o texto diz, dados do IBGE apresentam que a cada 100 brasileiros, 14 apresentam algum tipo de deficiência. Isso é muita gente, considerando que temos 200 milhões de brasileiros ou um número próximo a isso? O que fizeram para tentar tapar o buraco desse fenômeno no mercado de trabalho foi a lei 8.213, lei de contratação de deficiêntes nas empresas, a lei de cotas. Dispõe de várias coisas, dentre elas uma porcentagem de funcionários em empresas que seja destinada às pessoas com deficiência. Até 200 funcionários, 2%; de 201 à 500, 3%; de 501 à 1000 funcionários, 4%; e de 1001 em diante, 5%.

Muito bem, vaga garantida para muitas pessoas, mas agora a gente começa a pensar nos muitos locais que a gente visita e aí de responde quantos deles tem acessibilidade? hm….. poucos não? e agora, quem é o deficiente? é a pessoa ou o estado, país, cidade? Eu deixo para cada um responder para si.

reportagem diário do nordeste (2)reportagem diário do nordeste (3)reportagem diário do nordeste (4)

reportagem diário do nordeste (5)reportagem diário do nordeste (6)

Fazendo diferente do resto do sistema, existe um laboratório (Laboratório de Inclusão da Secretaria de Trabalho e Desenvolvimento Social do Estado) em que há pessoas trabalhando em prol da acessibilidade de pessoas com deficiência (ou pessoa com acessibilidade dificultada) no mercado de trabalho. Esse laboratório acompanha em torno de 50 pessoas  e têm o objetivo de colocar o profissional no mercado de trabalho, porém em cargos que sejam compatíveis com a formação da pessoa. Esta é uma grande dificuldade, pois muitas vezes os empregos que estão disponíveis são apenas serviços onde não são exigidos uma graduação, por exemplo, mas são as disponíveis para serem ocupadas pelas cotas.

O laboratório visa exatamente o contrário, a qualidade de vida da pessoa e não números e ele consegue ter exemplo para mostrar como o trabalho contínuo e prolongado consegue resultados incríveis, e demonstra isso apresentando um de seus “alunos”, que tem deficiência intelectual, e conseguiu um emprego de auxiliar administrativo. O próprio “aluno” diz que não conseguia nem mesmo andar em Fortaleza sozinho de ônibus, e hoje se sente capaz, forte e autônomo. Fico muito feliz quando fico sabendo de uma história dessas, sério. Eu que estou recém formada, sei da dificuldade que está o mercado de trabalho, e também compreendo que a qualificação é a solução, mas quando vejo uma história dessas, eu me sinto feliz em saber que há pessoas que se preocupam em fazer a vida do outro uma vida melhor.

“AQUI EU APRENDI A DAR VALOR A MIM, ME ACHAVA INCAPAZ, E COM AS OFICINAS EU FUI ME ACHANDO MAIS FORTE E MAIS FORTE” (André Luiz Viana Aguiar, Auxiliar Administrativo)

“EU SEI QUE ESTOU CUMPRINDO COTA, MAS TENHO A MINHA COMPETÊNCIA TAMBÉM, SENÃO NÃO TERIA TANTO TRABALHO TODOS OS DIAS. EU TENHO QUE SER BOM, SENÃO PERCO A MINHA VAGA. E TEM MAIS, NÃO PARO DE ESTUDAR. EU ACHO QUE, SE UMA PESSOA DITA “NORMAL” ESTUDA 2 VEZES PARA CONSEGUIR SEU LUGAR, EU, QUE SOU DEFICIENTE, VOU TER QUE ESTUDAR QUATRO VEZES E MEIA PARA SER CONSIDERADO DO MESMO NÍVEL DE COMPETITIVIDADE PARA DISPUTAR UMA VAGA” (Célso Nóbrega, publicitário)

Tão vendo que consciência mais maravilhosa? Dentre esses exemplos que eu citei, ainda têm mais alguns casos de pessoas que tem alguma deficiência e conseguiram conquistar seu lugar ao sol, ou certamente estão em busca dele e não esperando ele aparecer. Traga das dificuldades uma lição e dessa lição aprenda a superação, porque todos nós temos problemas e sabemos como resolvê-los, só falta a atitude. O mercado sempre está aberto para quem está preparado.

Não deixe de garantir a sua vaga: prepare-se!

http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=1050619

Camila


Sem desculpas!

Foto que mostra um amputado congênito dos quadro membros fazendo um exercício nas argolas: noexcusescrossfit.com

 

 

Muito bem, meus caros leitores! É com muita alegria que eu ressuscito este blog e me desculpo por tanto tempo sem colocar um notícia, mas é que entrei num estado de ação automática e os afazeres me tomaram um tempo, que o tempo livre que eu tinha eu só queria mesmo era pensar em descansar. Nem meus filmes que eu tanto amo assistir estou conseguindo porque o sono me pega de jeito e eu não resisto ao seu aconchego. Muito triste.

Mas hoje foi diferente! Hoje eu acordei às 5:57 da manhã, sem necessidade, obviamente, porque é sábado, e sábado eu posso me dar ao luxo de acordar às 6:30! hehe! Porém aconteceu de eu acordar e o sono tão aconchegante não me seduzir com seus encantos dos sonhos malucos que a gente costuma ter, me deixando acordadinha olhando para o tempo, daí me bateu uns pensamentos e resolvi vir aqui compartilhar com vocês…

Eu como Educadora física, sem CREF ainda hehe!, e amante da qualquer prática que utilize o movimento do corpo para se movimentar – pelo simples fato de que temos corpo para utilizá-lo e não para o contrário, nos poupar de tudo e qualquer esforço, que é para onde modernidade nos está encaminhando, coitados- venho treinando com um grupo de professores desde que fiz aquele curso de férias, lembram? Bom, eu fiquei louca por aquele treinamento e desde então estou adepta viciada confessa. Uma maravilha! hahaha!

Quanto terminei o curso e comecei a treinar, mostrei para tudo que é gente próxima de mim o método e umas amigas minhas resolveram aderir a esse treino. Achei ótimo, porque assim eu poderia testar umas aulas baseados tanto nesse método quanto de outras modalidades e treinos diversos que eu vim aprendendo. Bom, era um teste, que eu acredito que está sendo ótimo, consigo ver a progressão delas de uma forma bem natural.

Mas eu não queria me atentar à elas e ponto. O que acontece é que até elas encontrarem uma atividade que lhes dessem prazer, bem-estar e enfim, elas gostassem, certamente passaram por várias vivências para encontrar uma que realmente lhes interessasse, seja pelo fato de estarem fazendo juntas, ou ser uma amiga que lhes dá a aula, mas conseguiram encontrar algo que lhes motivasse a ir, fazer.

Aconteceu com elas diferente do que costuma acontecer com a maioria das pessoas que não faz atividade física alguma. Eu sinceramente não sei como alguém consegue passar a sua vida inteira sem fazer nada. Sério não faz sentido algum para mim. Eu não sei se é porque não querem se render ao mercado que visa que vocês seja magra(o) e bonita(o) e bem vestida(o), mas a atividade física, seja ela qual for é o que há de mais natural para o corpo humano, ou então seríamos apenas amebas ou seres sem braço ou perna ou músculos: uma pedra! E a atividade física carrega um peso de chatice, obrigação, quando deveria ser a coisa mais natural do mundo!

Eu vou tentar me expressar melhor, ontem quando estive em um clube substituindo uma professora, tinha uma mulher ao meu lado fumando. Ela estava observando o filho nadar e obviamente esperando a aula acabar. Daí eu puxei um papo e perguntei à ela quando que ela ia começar a nadar, porque aí ela não ia precisar esperar o filho, ela ia estar nadando também, e então quando ele acabasse ela também teria acabado e pronto, nada de esperas. Foi apenas uma ideia! Eu não estava dizendo a ela que ela DEVERIA NADAR. Então ela me disse que antes teria que parar de fumar para então iniciar a natação, que ela já tinha pensado nisso, mas estava ESPERANDO PARAR DE FUMAR para iniciar uma prática qualquer, fosse ela natação ou outra. ok, esse foi o exemplo 1. Exemplo 2: meu irmão veio ontem aqui em casa almoçar e convidei para ir assistir um treino nosso lá na Master Studio, ele topou e foi comigo, conheceu todo mundo e depois de ter assistido um pouco o treino foi embora. quando eu cheguei em casa e perguntei para ele se ele não gostaria de ir um dia ele disse “vix eu sou muito travado, não dá para fazer aquelas coisas…”. Exemplo 3: final de semana passado foi uma colega de uma professora treinar com a gente e no final ela disse que não ficaria indo aos treinos com a gente porque ela precisava ter mais condicionamento e aí sim ela iria.

Reflexão: COMO alguém pode ter mobilidade se não faz nada? COMO alguém pode ter condicionamento físico se não se exercita? COMO a pessoa espera parar de fumar para iniciar uma atividade?? Ninguém cria nada disso, a gente resolve que pára e pára, ou então inicia a atividade fumando mesmo. Aí sim, durante a atividade verá que o cigarro atrapalha o rendimento e sem ele é possível dar uma consistência mais eficiente ao exercício. Tá bom de a gente começar a entender que quem consegue fazer coisas, não são pessoas sortudas, são pessoas que treinaram para conseguir fazer aquilo. Ficar esperando as coisas acontecerem não nos acrescenta em nada. Mas se tirarmos nosso bumbum da cadeira e procurar uma atividade que lhes dê prazer em fazer, os resultados serão só consequência de uma rotina que vocês estabeleceu para si, e quem faz sabe, é humor que melhora, aquele peso de subir um lance de escadas que não existe mais, a indisposição que tínha de andar um quarteirão para ir na padaria comprar pão diminui, e quando você pára por algum motivo de fazer os exercícios, você sente falta e pede mais.

Não espere, aja!